Artigo

A nova normalidade

Como será o mundo em 2021 e depois disso

 

Por Simon Dudley, publicado originalmente em Sound and Communications

Um homem em videoconferência usando produtos da Logitech

Obviamente, a atual pandemia está causando enormes perturbações pelo mundo. Neste momento, as pessoas estão passando por sofrimentos terríveis, e o abalo sentido pela economia mudará nossa forma de viver. Mas o que acontecerá quando tudo isso passar, e as pessoas voltarem para seus escritórios, para os restaurantes e para o que era considerado “normal”? Será que o mundo voltará a ser o que era antes, ou em vez disso teremos a nova normalidade? Se for isso, como ele será?

Acredito que as previsões mais seguras são estas: O mundo não será o mesmo, e os negócios funcionarão de forma diferente, tanto antes quanto depois da vacina. Milhões de pessoas terão adquirido alguma experiência ao trabalhar em casa e muitas delas ainda perceberão os benefícios do trabalho remoto. Algumas anseiam por conexão humana e, embora talvez não voltem a ir ao escritório todos os dias, terão vontade de fazer isso pelo menos alguns dias da semana. Dito isso, em última instância, as empresas precisarão redesenhar tudo, desde suas políticas a sua infraestrutura. Portanto, a nova normalidade certamente será um pouco diferente daquilo com o que estamos acostumados.

Uma forma fácil de antecipar o futuro é olhar para o passado. Conforme James Burke apontou, “Não temos nenhum outro lugar para olhar.” Assim, antes de pensarmos no futuro, talvez seja válido olhar para o passado. É muito importante observar o quão curta é a história do “ambiente de escritório tradicional” que temos atualmente. No princípio da Revolução Industrial, na Inglaterra dos anos 1750, o escritório era simplesmente onde se lidava com os documentos da fábrica. Geralmente, isso ficava diretamente acima do chão da fábrica. Todos os trabalhadores, tanto da fábrica quanto do escritório, viviam à pouca distância da fábrica, e todos tinham um horário de entrada e saída regular. Com sorte, os trabalhadores tinham folga nas tardes de sábado e uma semana de férias pagas pela empresa no litoral uma vez por ano, quando todos iam de trem para um resort como Blackpoll ou Skegness.

O sistema se tornou mais e mais complexo, mas era comum na Grã Bretanha e em outros países industrializados até os anos 70, quando as empresas começaram a mover as operações de fabricação de suas atividades para lugares mais baratos. Os trabalhadores ainda vinham para o escritório, pois precisavam se comunicar uns com os outros e usar as máquinas que mantinham as operações da empresa. Isso incluía desde o mainframe que executava o sistema de contabilidade até a sala de correio na qual os cheques e as faturas eram recebidos e processados. Nos anos 90 se tornou possível, embora não necessariamente fácil, para as empresas dividir seus escritórios em vários locais. Por causa disso, as empresas transferiram muitos call centers, organizações de suporte de TI e grupos de datilógrafos para outros países. E estamos parados nesse ponto há 20 anos. A tecnologia gerou uma nova forma de trabalho ainda mais fácil, mas poucas empresas fizeram a transição. Aparentemente, a cultura das empresas foi mais resistente do que a obviedade dos benefícios.

Reconhecidamente, algumas empresas, principalmente no ramo de softwares, correram o risco e se tornaram completamente virtuais. Muitas destas organizações tiveram a perspicácia de olhar para o futuro e procurar os melhores talentos do mundo. Estas empresas visionárias tiveram uma vantagem competitiva em sua habilidade de contratar as melhores equipes, independentemente de sua localização física. Assim, ter programadores em Londres, na Inglaterra, em Vientiane, no Laos ou em Pequim, na China, se tornou realidade. Tudo o que eles precisam é de uma conexão de Internet decente. Reconhecidamente, a maioria das empresas sequer considerou este caminho. E, para muitas, não teria funcionado mesmo. Engenheiros de software podem ser mensurados facilmente: ou eles completaram o projeto ou não. Ao contrário, para a maioria das empresas, ter a habilidade de interagir com outras pessoas e construir algo em conjunto é no mínimo igualmente importante. Assim, a maioria das empresas permitiu que apenas funcionários sêniores, ou aqueles que se mostraram extremamente dedicados, trabalhassem em casa. A maioria das empresas simplesmente não acredita que seus funcionários trabalhariam enquanto estivessem em casa. Curiosamente, as evidências atuais apontam para a direção oposta...

Hoje, o novo coronavirus (COVID-19) está forçando as empresas a reavaliar suas estratégias. E a triste realidade é que aquelas empresas que não puderem se adaptar poderão não sobreviver. É também angustiante que algo tão devastador quanto a atual pandemia tenha sido o catalizador de uma mudança. Mas é parte da condição humana que as mudanças resultem de eventos traumáticos, e não do status quo.

Nos últimos 20 anos, ocorreu uma série de eventos que, segundo alguns, poderia acelerar o movimento em direção ao trabalho em casa e/ou trabalho remoto em geral. Entretanto, isso não aconteceu. Por que não? Simplesmente porque a tecnologia não estava pronta, e o momento passou antes que planos de longo prazo pudessem ser feitos. Por exemplo, o 11 de setembro foi terrível, mas teve uma duração relativamente curta. E, em 2001, telefonia por IP, videoconferência e recursos como Google Docs, Office 365, Microsoft Teams, Salesforce.com e outros, em sua maioria, não existiam ou, se existiam, eram raros, caros e com pouca estabilidade.

Hoje, tudo isso mudou. A conectividade pela Internet de qualidade é praticamente onipresente no mundo desenvolvido. Os serviços em nuvem permitem gerenciamento em qualquer lugar e a qualquer hora, seja em um PC ou smartphone, de todos os aplicativos necessários para fazer um escritório funcionar. Por isso, se agora a tecnologia está pronta, e se a cultura mudou, como será a ordem desse novo mundo? Mais uma vez, vamos observar o passado em busca de pistas...

Quando eu era uma criança, há uns 40 anos, eu ia para a escola, o professor nos dizia para abrir o livro na página 27 e ele ou ela começavam a revisar as questões. Geralmente, o mesmo professor se sentava e lia o texto, assegurando-se de que nenhum de nós conversássemos.

Hoje em dia, a nova sala de aula mudou essa noção completamente. Ela levou as atividades, incluindo aquelas que tradicionalmente seriam consideradas lições de casa, para o mundo on-line. Palestras, tarefas e discussões podem acontecer em um ambiente virtual, deixando mais tempo livre em aula para usar em habilidades de raciocínio elevado, como descoberta de problemas, colaboração, projetos e resolução de problemas. Acredito que isso seja um modelo esplêndido do que o escritório pode se tornar; não um lugar de pesquisa ou onde “fazer o trabalho” mas, em vez disso, um espaço para solucionar problemas, colaborar e interagir com outras pessoas. Assim, em vez de vir ao escritório para “fazer o trabalho”, você virá ao escritório para encontrar colegas, discutir e colaborar em trabalhos já feitos e discutir em conjunto sobre qual trabalho deverá ser realizado a seguir.

Alguns especialistas acreditam que, antes da vacina, os espaços de trabalho limitarão o número de pessoas em uma determinada área para continuar encorajando o distanciamento social. Isso poderá afetar praticamente tudo, de salas de reunião ao espaço entre as mesas, e poderá encorajar um segmento da força de trabalho a continuar trabalhando em casa. Esta provável articulação do retorno aos escritórios poderá ter o efeito colateral de transformar isso em um enorme experimento.

Neste modelo, tanto o escritório, quanto o tempo do trabalhador nele, poderão mudar radicalmente. A exigência de chegar no escritório às 9:00 e ficar até as 17:00 desaparecerá. Se uma reunião começa às 11:00, os funcionários trabalharão de casa até precisarem sair para aquela reunião. Não precisar se deslocar no horário de pico tornará o deslocamento do funcionário mais curto e menos estressante. Se a reunião terminar às 14:00, as pessoas deixarão o escritório e retornarão às suas casas para continuar trabalhando. E, se um funcionário tiver que se comunicar novamente com colegas ou clientes, ele ou ela terá a capacidade de fazer isso em seu escritório em casa.

A forma dos escritórios fora de casa também será alterada. Em vez de espaços abertos projetados para várias pessoas, eles se transformarão em espaços sociais e salas de reunião menores. O escritório se tornará um lugar para discutir o trabalho e não para executar o trabalho.

Enquanto estou escrevendo isso, nada em minhas ideias parece particularmente extraordinário. Elas parecem, pelo menos para mim, óbvias e razoáveis. É uma pena que algo tão terrível quanto a atual pandemia seja o catalizador desta mudança. Mas, se há algo que a história pode nos ensinar, é que a mudança surge quando não temos outra escolha.

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